Num mundo corrido onde o homem se tornou refém do tempo, falar em saber esperar parece antagônico. Mas, se é verdade que o tempo corre, não pára, não espera e não perdoa, também é verdade que ele cura, apazigua e restaura. Dá oportunidade de (re) começar. Nosso imediatismo, por vezes, faz com que percamos coisas, pessoas e oportunidades, que talvez conseguíssemos manter ou ganhar, se tivéssemos um pouquinho de paciência. Tudo pelo simples fato de não sabermos esperar. Queremos tudo pra ontem. Estamos vivendo a época do “viva como se não houvesse o amanhã”. É certo que nós não sabemos do dia de amanhã e nem tão pouco se estaremos aqui. Mas me parece que em nome desse imediatismo, nos entregamos a todo tipo de “ensaios” e nos afastando do nosso foco, dos nossos valores e, até mesmo, da nossa “humanidade”. A cultura do “viva como se não houvesse amanhã”, nos impede de saborear o processo de conquista daquilo que, verdadeiramente, almejamos. A todo instante o mundo te impele: o tempo voa, a vida passa, não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, e por aí vai... Até mesmo Renato Russo é citado como forma de defender o mundo imediatista: “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar para pensar, na verdade não há” . É preciso sim amar as pessoas... Sempre! Havendo ou não um amanhã. Eu voto pelo momento da espera. E acredite, a espera é uma arte. É revirar toda tua bagagem pessoal. Não é, simplesmente, parar e ficar aguardando que as coisas aconteçam. Esperar envolve a prática de mecanismos que me levarão ao que, de fato, eu espero (meu objetivo).
A arte de esperar implica saber ver e ouvir os sinais do tempo a nos "dizer" que chegou a hora certa! Tenha certeza: o tempo fala! "E hoje não é o último dia de nossas vidas. Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas!"
A arte de esperar implica saber ver e ouvir os sinais do tempo a nos "dizer" que chegou a hora certa! Tenha certeza: o tempo fala! "E hoje não é o último dia de nossas vidas. Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas!"
